Como elaborar um plano de contas contábil eficiente

Papelada de escritório com plano de contas contábil. Em cima dos papéis tem uma calculadora e uma caneta.

Para elaborar um plano de contas contábil eficiente, você deve estruturar as contas em grupos (Ativo, Passivo, Receitas, Despesas e Custos), criar códigos padronizados, detalhar subcontas quando necessário e adaptar a hierarquia à realidade da empresa. Um bom plano de contas facilita o registro das operações, a análise financeira e o cumprimento das obrigações fiscais.

Elaborar um plano de contas contábil eficiente é essencial para que as empresas possam manter suas finanças organizadas e em conformidade com as normas contábeis e fiscais. 

Para você, contador, ter um plano de contas bem estruturado vai facilitar o seu trabalho diário, evitar erros e facilitar a produção de relatórios financeiros. 

Para te ajudar, vamos abordar como criar um plano de contas contábil completo e a importância de monitorar custos, receitas e despesas com precisão. Fique por dentro!

O que é um plano de contas contábil?

Um plano de contas contábil é uma ferramenta essencial para organizar e classificar todas as contas utilizadas na contabilidade de uma empresa. 

Ele é uma estrutura padronizada que agrupa as contas de forma lógica, facilitando o controle financeiro e a elaboração de relatórios contábeis e fiscais. 

O plano de contas serve como a espinha dorsal para os lançamentos contábeis, permitindo que cada transação seja registrada corretamente.

A importância de um plano de contas contábil bem estruturado ajuda na transparência financeira, facilita a auditoria, e torna o processo de análise de desempenho da empresa mais eficiente.

Um contador, ao realizar os lançamentos, utiliza esse plano para garantir que cada operação seja registrada no local correto, evitando distorções nas demonstrações financeiras.

Diferenças entre o plano de contas contábil e o plano gerencial

Embora o plano de contas contábil e o plano gerencial compartilhem alguns aspectos, eles têm objetivos e funções distintas. 

Em suma, o plano de contas gerencial tem como foco uma visão mais ampla e simplificada das finanças da empresa, sendo usado para registrar as receitas e despesas de maneira prática. Ele é ideal para os gestores, pois proporciona uma visão clara e rápida sobre o desempenho da empresa, facilitando a tomada de decisões estratégicas.

Por outro lado, o plano de contas contábil vai muito além da organização de receitas e despesas. Ele é mais detalhado e preciso, já que é voltado para o cumprimento das obrigações fiscais e contábeis da empresa. 

Esse plano divide as finanças da empresa em ativo e passivo, o que permite uma análise mais aprofundada da saúde financeira da empresa.

Quais grupos formam o plano de contas contábil?

O plano de contas contábil é dividido em grupos, que organizam as contas de acordo com sua natureza. A seguir, conheça os principais grupos que formam um plano de contas contábil e como eles são aplicados na prática.

Ativo

O grupo ativo inclui todos os bens e direitos da empresa, ou seja, tudo aquilo que a empresa possui ou que pode transformar em dinheiro. Em suma, o ativo é dividido em duas categorias:

  • ativo circulante são os bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro no curto prazo, como contas a receber, estoques e caixa;
  • ativo não circulante refere-se aos bens e direitos que a empresa possui, mas que não serão convertidos em dinheiro no curto prazo, como imóveis, equipamentos e investimentos.

Despesas e custos

As despesas e custos são categorias essenciais para o controle financeiro de uma empresa. Embora muitas vezes sejam usadas de forma intercambiável, elas têm definições distintas. Entenda a seguir!

  • Despesas — são os gastos necessários para o funcionamento da empresa, mas que não estão diretamente relacionados à produção de bens ou serviços, como aluguel, energia elétrica e marketing.
  • Custos — são os gastos diretamente relacionados à produção de bens ou serviços, como matéria-prima, mão de obra e custos de fabricação.

Passivo

O passivo é a parte do plano de contas que registra as obrigações da empresa. Ou seja, são as dívidas e compromissos financeiros que a empresa tem com terceiros. O passivo também é dividido em duas categorias:

  • passivo circulante são as dívidas e obrigações a serem pagas no curto prazo, como fornecedores, empréstimos e impostos a vencer;
  • passivo não circulante são as dívidas que a empresa terá que pagar no longo prazo, como financiamentos e empréstimos de longo prazo.

Receitas

O grupo de receitas envolve o dinheiro que a empresa recebe pelas vendas de bens ou serviços. As receitas são divididas em:

  • receitas operacionais, ou seja, relacionadas diretamente com a atividade principal da empresa, como vendas de produtos ou serviços.
  • receitas não operacionais, portanto, que não estão relacionadas diretamente com a atividade principal, como ganhos com investimentos ou venda de ativos.

Como elaborar um plano de contas contábil completo?

Elaborar um plano de contas contábil é essencial para garantir uma boa organização financeira da empresa, cumprir com as obrigações fiscais e garantir a precisão nas demonstrações financeiras. 

A seguir, mostramos um passo a passo para montar um plano de contas contábil.

1. Defina as categorias dentro de cada grupo

Depois de entender as classificações principais, é hora de detalhar as contas que irão compor cada grupo. Dentro de cada categoria, você deve dividir ainda mais as contas, criando subgrupos para maior precisão.

Exemplo de divisão dentro do ativo:

  • ativo circulante — caixa, contas a receber e estoques;
  • ativo não circulante — equipamentos, imóveis e investimentos de longo prazo.

No passivo, a estrutura pode ser:

  • passivo circulante — contas a pagar e empréstimos de curto prazo;
  • passivo não circulante — empréstimos de longo prazo e fornecedores a pagar.

2. Crie códigos para as contas

A codificação das contas facilita a identificação e organização. Cada grupo, subgrupo e conta recebe um código numérico. Essa codificação ajuda a simplificar a classificação e o lançamento das transações financeiras. Veja um exemplo de código:

  • 1Ativo
    • 1.1 – Ativo Circulante
      • 1.1.1 – Caixa
      • 1.1.2 – Bancos
    • 1.2 – Ativo Não Circulante
  • 2Passivo
    • 2.1 – Passivo Circulante
    • 2.2 – Passivo Não Circulante

3. Crie subcontas quando necessário

Em algumas situações, você pode precisar detalhar ainda mais as contas, criando subcontas. Por exemplo, dentro de “Despesas Operacionais”, você pode criar subcontas para “Salários”, “Aluguel”, “Serviços de terceiros”, entre outros. 

Isso ajuda a organizar melhor as despesas da empresa e facilita a análise detalhada dos gastos. Veja um exemplo de subconta:

  • Despesas Operacionais
    • Despesas com Pessoal
      • Salários
      • Encargos Sociais
    • Despesas Administrativas
      • Aluguel
      • Telefonia

4. Adeque o plano de contas em contabilidade às necessidades da empresa

Embora existam padrões para a criação do plano de contas, ele deve ser adaptado às necessidades específicas de cada empresa. 

Por exemplo, uma empresa de serviços pode ter mais contas relacionadas à prestação de serviços, enquanto uma empresa de varejo precisará de mais contas relacionadas ao estoque e vendas de mercadorias. Portanto, o plano de contas contábil deve refletir as atividades da empresa para ser eficiente e útil na gestão financeira.

Principais erros ao criar um plano de contas contábil e como evitá-los

Criar um plano de contas contábil eficiente é fundamental para uma boa gestão financeira, mas alguns erros comuns podem comprometer sua funcionalidade e a qualidade das informações geradas. Conheça os principais deslizes e como evitá-los:

1. Falta de padronização na codificação das contas

Quando as contas não seguem um padrão lógico e organizado, a classificação das transações se torna confusa, dificultando a análise e a elaboração de relatórios. Para evitar isso, crie um sistema de códigos claro e consistente para cada grupo, subgrupo e conta.

2. Excesso ou falta de detalhamento do plano de contas em contabilidade

Tanto o plano de contas muito genérico quanto o excessivamente detalhado podem prejudicar o controle financeiro. Um plano muito simples não captura nuances importantes, enquanto um muito complexo dificulta o uso diário. Ajuste o nível de detalhamento conforme as necessidades e o porte da empresa.

3. Não atualizar o plano de contas periodicamente

As operações e necessidades da empresa mudam com o tempo. Um plano de contas desatualizado pode não refletir a realidade financeira e fiscal, levando a erros nas demonstrações. Estabeleça revisões periódicas para manter o plano sempre alinhado ao negócio.

4. Ignorar as obrigações fiscais e contábeis

O plano de contas deve atender às exigências legais e normativas vigentes. Ignorar isso pode gerar inconsistências e problemas com auditorias e fiscalizações. Conte com o suporte de profissionais e sistemas atualizados para garantir conformidade.

5. Não envolver os usuários no processo de criação

O plano de contas deve ser prático e utilizado por contadores e gestores. Se a equipe responsável não for envolvida na estruturação, o plano pode ser difícil de usar ou interpretar. Promova o diálogo para que o plano atenda às necessidades reais de todos.

Evitar esses erros ajudará a criar um plano de contas robusto, que facilite a gestão financeira, o cumprimento fiscal e a tomada de decisões estratégicas.

Como personalizar o plano de contas para diferentes tipos de empresa? 

Para personalizar o plano de contas para diferentes tipos de empresa, é essencial adaptar a estrutura das contas à natureza da operação: negócios de serviços precisam de mais subcontas ligadas a mão de obra e prestação de serviços, empresas do comércio exigem detalhamento de estoque, CMV e receitas de mercadorias, enquanto indústrias devem incluir contas específicas de produção, como matéria-prima, custos de fabricação e processos internos. 

A personalização também envolve ajustar níveis de detalhamento, criar códigos coerentes com a complexidade da atividade, revisar as contas usadas com maior frequência e garantir conformidade fiscal, mantendo o plano alinhado à realidade operacional e ao tipo de gestão que a empresa precisa.

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A Jettax oferece uma solução tecnológica que facilita o processo de auditoria de impostos, monitoramento de pendências fiscais e lançamento de notas fiscais, o que melhora a precisão e a agilidade na elaboração dos relatórios contábeis.

Ao utilizar a Jettax, você pode focar em tarefas mais estratégicas, como consultoria para seus clientes, enquanto a automação otimiza a parte operacional. 

Assim, você ganha mais eficiência no processo contábil e aumenta sua clientela, com a confiança de que as obrigações fiscais estão sendo cumpridas corretamente.

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Confira também: Como emitir o DAS corretamente | PIS COFINS cumulativo e não cumulativo

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