Novos manuais e layouts da DERE 2026: entenda o que mudou 

26 mar 2026 4 min de leitura
Artigo atualizado 06 maio 2026

A Reforma Tributária já está impactando a rotina fiscal dos escritórios e uma das principais novidades é a chegada da Declaração de Regimes Específicos (DeRE). 

Com a liberação dos novos manuais e layouts oficiais pela Receita Federal, o cenário muda de forma significativa:  

  • Agora existem diretrizes técnicas claras para adaptação de sistemas, processos e obrigações acessórias. 

O que mudou na DERE em 2026 e o que você precisa fazer para se preparar? A Jettax explica para você. Entenda.  

O que é a DERE e por que ela foi criada? 

A DERE (Declaração de Regimes Específicos) é uma nova obrigação acessória criada dentro do contexto da Reforma Tributária. 

Ela tem um papel essencial: organizar e declarar informações fiscais relacionadas a regimes específicos na apuração dos novos tributos. 

Esses tributos são: 

  1. CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). 
  1. IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). 

A declaração será utilizada, principalmente, por setores com regras diferenciadas, como: 

 Instituições financeiras 
 Planos de saúde 
 Seguros 
 Consórcios 

O que mudou com os novos manuais e layouts da DeRE 2026 

A grande novidade de 2026 não é apenas a criação da DERE, mas sim a liberação da documentação técnica oficial, que define como a obrigação funcionará na prática. Veja os principais pontos. 

1. Publicação oficial dos manuais e layouts (versão 1.0) 

A Receita Federal disponibilizou: 

  • Manual de Usuário da DERE (versão 1.0.00). 
  • Layouts da declaração (versão 1.0.0). 
  • Arquivos técnicos XSD. 
  • Seção de Perguntas Frequentes (FAQ). Isso marca o início da padronização da obrigação. 

Antes, havia apenas diretrizes gerais. Agora, existem regras técnicas claras para implementação. 

2. Estrutura padronizada para envio de dados 

Os novos layouts definem: 

  1. Formato dos arquivos. 
  1. Estrutura dos eventos. 
  1. Validações obrigatórias. 
  1. Regras de preenchimento. 

Isso significa que sistemas fiscais e ERPs precisam se adaptar aos novos padrões. Essa padronização é essencial para garantir consistência na apuração dos tributos CBS e IBS. 

3. Integração com o novo modelo tributário (CBS e IBS) 

A DERE nasce totalmente integrada à Reforma Tributária. Ela será utilizada para: 

  1. Consolidar informações fiscais. 
  1. Garantir a correta apuração dos tributos. 
  1. Atender regimes específicos de tributação. 

Ou seja, não é uma obrigação isolada: ela faz parte de um novo ecossistema fiscal. 

4. Disponibilização de ambiente de testes (apuração restrita) 

Outro ponto importante: a Receita Federal liberou os manuais e layouts em versão de testes (minuta). Isso permite: 

  1. Validação de sistemas. 
  1. Simulação de cenários. 
  1. Ajustes operacionais antes da produção. 

Na prática: é um “laboratório fiscal” para adaptação. 

5. Criação de seção oficial de Perguntas Frequentes (FAQ) 

Além da documentação técnica, foi criada uma área de FAQ. Essa seção: 

  • Esclarece dúvidas operacionais. 
  • Complementa o manual técnico. 
  • Ajuda na interpretação das regras. 

6. Atualização contínua dos layouts e manuais 

Os materiais já passaram por atualização em fevereiro de 2026. A Receita Federal publicou: 

  • Nova versão da minuta dos layouts. 
  • Ajustes no manual técnico. 

DERE na Reforma Tributária 

A DERE não surgiu isoladamente. Ela faz parte da implementação da Emenda Constitucional nº 132/2023, a Reforma Tributária nacional.  Agora: 

  • Documentos fiscais passam a destacar CBS e IBS. 
  • Novas obrigações acessórias entram em vigor. 
  • Sistemas fiscais precisam ser adaptados. 

Quem será obrigado a entregar a DERE? 

A obrigação ainda está em fase inicial, mas já há indicativos claros. Ela será exigida principalmente de: 

 Contribuintes enquadrados em regimes específicos 
 Contribuintes enquadrados em regimes específicos 
 Contribuintes enquadrados em regimes específicos 
 Empresas com regras diferenciadas de tributação 
 Setores regulados 

Além disso: a obrigatoriedade será definida por atos normativos específicos da Receita Federal. 

O que muda para o contador?  

Vamos ao ponto mais importante: o impacto no dia a dia. Como essa novidade muda a rotina dos escritórios. Confira.  

1. Necessidade de adaptação de sistemas: ERPs precisam ser atualizadosintegrações fiscais devem ser revisadas e validações passam a ser obrigatórias 

2. Aumento da complexidade operacional: a DERE adiciona uma nova camada de informação: regimes específicosregras diferenciadas e novos campos obrigatórios 

3. Mais exigência de consistência de dados: erros ficam mais visíveisinconsistências são identificadas automaticamente e cruzamentos de dados serão mais rigorosos. 

4. Mudança no papel do contador: o contador deixa de ser apenas operacional e passa a atuar como gestor de dados fiscaisanalista de conformidade e consultor estratégico. Nisso, a tecnologia passa a ser indispensável. 

Período de adaptação em 2026 

Um ponto importante trazido pela Receita Federal: durante esse período não haverá penalidades imediatas, campos podem ser preenchidos gradualmente e sistemas poderão ser ajustados. 

Principais desafios da DERE para a rotina do contador 

Mesmo com a flexibilização inicial, alguns desafios já são claros: 

  1. Exige informações estruturadas e integradas. 
  1. Processos manuais tendem a falhar nesse novo cenário. 
  1. A equipe fiscal/tributária precisa entender os novos conceitos de CBS e IBS. 
  1. Sem automação, a operação se torna inviável. 

Oportunidades para os escritórios 

Apesar dos desafios, a DERE também abre oportunidades. 

1. Valorização do serviço contábil. 

2. Crescimento do modelo consultivo. 

3. Adoção de automação fiscal. 

Como a automação fiscal da Jettax otimiza o dia a dia do seu escritório?  

A Jettax é um ecossistema completo, feito para simplificar o cotidiano dos escritórios, sem retrabalho e atropelos fiscais. Nossa plataforma entrega: 

  • Menos complexidade na rotina: a fase de início da DERE exige mais atenção e organização, o que pode sobrecarregar sua operação. 
  • Automação como aliada: com um sistema de automação fiscal, você reduz tarefas manuais e ganha mais controle sobre as entregas. 
  • Captura automática de NFC-e: a Jettax realiza a captura de NFC-es diretamente junto à SEFAZ, em diversos estados, sem intervenção manual. 
  • Centralização das informações: todos os dados fiscais ficam organizados em um único ambiente, facilitando a gestão e o acesso. 
  • Redução de erros na escrituração: nossa automação diminui falhas operacionais e garante mais segurança no envio das obrigações. 
  • Mais tempo para atuação estratégica: em vez de focar em tarefas repetitivas, você pode se dedicar à análise de dados e à orientação dos seus clientes. 

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