O contador sabe bem que a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) é um dos compromissos fiscais mais importantes para milhões de brasileiros.
Mesmo sendo uma obrigação anual, muitos contribuintes cometem erros que levam a problemas com a Receita Federal.
Entre os “vacilos” estão a retenção na chamada malha fina ou o pagamento indevido de imposto. Entretanto, você, contador, sabe que existem outros.
Conhecer os erros mais comuns e as formas de evitá-los pode significar menos estresse, menos risco de fiscalização e uma declaração feita corretamente.
Vamos descobrir como evitar esses erros e manter em dia a declaração do IRPF 2026 do seu cliente? Continue a leitura conosco.
O que é a Declaração de Ajuste Anual do IRPF 2026?
É a declaração em que o contribuinte informa à Receita Federal todos os rendimentos, despesas dedutíveis, bens e direitos referentes ao ano-base 2025.
O objetivo é verificar se o Imposto de Renda foi pago corretamente ao longo do ano, apurando se há imposto a pagar ou restituição a receber.
Ela é obrigatória para quem se enquadra nos critérios definidos pela Receita; a declaração é fundamental para manter o CPF regular e para evitar multas fiscais.
Principais erros que levam à malha fina no IRPF 2026
1. Erros de digitação e inconsistências de valores
Um dos principais erros na declaração do imposto de renda é a digitação incorreta de valores, como um zero a mais ou a menos, ou inserir um valor no campo errado.
Diferenças entre o que foi declarado e o que as fontes pagadoras informaram à Receita Federal geram inconsistências que logo são detectadas pelo Fisco.
Nesse tipo de erro, contador, sempre utilize a declaração pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal no início do prazo de entrega.
Ela já carrega rendimentos, pagamentos e deduções informados pelas fontes pagadoras. Faça a revisão de cada campo antes de enviar ao sistema.
2. Omissão de rendimentos (jamais faça isso!)
A omissão de rendimentos pode gerar lançamento de ofício, com multa de 75% sobre o imposto devido, acrescida de juros pela taxa Selic, podendo chegar a 150% em caso de fraude, nos termos do art. 44 da Lei nº 9.430/1996.
Isso ocorre quando o contribuinte não inclui rendimentos tributáveis que recebeu de diversas fontes:
- Como salários de empregos diferentes, aluguéis, pensões, rendimentos como autônomo ou rendimentos de aplicações financeiras.
Neste caso, cabe ao contador reunir todos os informes de rendimento enviados por empregadores e instituições financeiras antes de preencher a declaração.
Compare os dados da declaração com os informes e com o que aparece na declaração pré-preenchida.
Não deixe de declarar itens como aluguéis, consultorias ou freelances, mesmo que pareçam “pequenos”.
3. Informações incorretas de despesas dedutíveis
Muitas pessoas informam despesas médicas, educacionais ou com dependentes sem ter a documentação correta ou confundem categorias de despesas.
Isso pode levar a erros que implicam em revisão da declaração ou rejeição de deduções, aumentando o imposto devido ou colocando o contribuinte no erro.
Aqui tenha sempre à mão comprovantes fiscais válidos das despesas dedutíveis (recibos, notas fiscais, comprovantes de pagamento, CPF/CNPJ do prestador).
Reveja cada item dedutível antes de incluir na declaração para garantir que está dentro das regras previstas pela Receita Federal.
4. Erros com dependentes
Incluir dependentes sem observar as regras da Receita Federal é outro erro comum. Por exemplo, incluir alguém que não atende aos critérios legais, como:
- Idade, relação familiar ou condição tributável.
Isso pode resultar em erro de cálculo das deduções e, consequentemente, em inconsistências no imposto apurado.
Se isso acontecer, contador, a Receita exige que dependentes tenham CPF válido e que você inclua rendimentos, pagamentos e bens do dependente corretamente.
Também revise as regras específicas para cada tipo de dependente antes de preencher essa seção.
5. Inconsistências com bens e direitos
O contribuinte pode declarar bens e direitos com valores incorretos ou omitir algum bem do patrimônio.
Isso significa que, quando a Receita cruza dados com terceiros ou bancos, encontra divergências que podem gerar revisão ou inclusão na malha fina.
Os bens e direitos devem ser declarados pelo custo de aquisição, conforme art. 8º da Lei nº 9.250/1995, salvo hipóteses específicas de atualização autorizadas por legislação própria.
Por fim, verifique se não faltam itens como contas bancárias, investimentos, imóveis ou veículos na declaração.
6. Preenchimento incorreto de rendimentos no exterior
A Receita Federal exige que rendimentos e bens mantidos no exterior sejam declarados com a devida informação de imposto pago no país estrangeiro.
Inclusive observando as regras da Lei nº 14.754/2023, que alterou a tributação de rendimentos no exterior.
Informações erradas ou omissões sobre esses itens podem levar a inconsistências detectadas pelo Fisco.
Nessa situação:
- Informe de forma correta rendimentos, ganhos de capital e imposto retido no exterior, na ficha específica da declaração.
- Utilize a declaração pré-preenchida e revise todos os dados importados do exterior antes de enviar. Feito isso, a declaração não corre perigo, contador!
7. Falhas no uso do desconto simplificado ou deduções legais
O contribuinte pode optar indevidamente pelo desconto simplificado em vez de aproveitar as deduções legais ou vice-versa.
Nem sempre a opção simplificada é a mais vantajosa, e erros nesse ponto podem resultar em imposto maior do que o devido.
Verifique no sistema o que é mais vantajoso antes de finalizar:
- Desconto simplificado de 20% (até o limite legal) ou deduções detalhadas (educação, saúde, dependentes).
- A própria Receita Federal orienta que o sistema indicará qual opção gera menor imposto.
8. Esquecer de verificar a declaração antes de enviar (pode acontecer, contador)
Muitos contribuintes (ou até mesmo o contador) baixam a declaração ou usam a pré-preenchida, mas não a revisam cuidadosamente antes de enviá-la.
Isso permite que erros simples sejam enviados ao Fisco. Essa “bola fora”, contador, pode pegar mal com o seu cliente. Ele pode achar descuido de sua parte.
Para não ocorrer isso:
- Faça uma revisão completa, verificando rendimentos, deduções, dependentes, bens e direitos, antes de fazer o envio.
- Marque todos os campos pré-preenchidos como “revisados” para evitar que dados antigos ou incorretos sejam enviados.
Como evitar lançamento de ofício e multas no IRPF 2026?
- Entregue a Declaração dentro do prazo estabelecido pela Receita Federal.
- Informe todos os rendimentos, inclusive os recebidos de mais de uma fonte pagadora.
- Declare corretamente investimentos, bens e direitos, evitando omissões.
- Revise despesas dedutíveis, como saúde e educação, e mantenha os comprovantes.
- Cruze as informações com informes de rendimento (bancos, empresas, INSS).
- Acompanhe o status da declaração no e-CAC, verificando possíveis pendências na malha fina.
- Retifique a declaração rapidamente, caso identifique erros após o envio.
- Mantenha o CPF regular e atualize seus dados cadastrais quando necessário.
Quando retificar a declaração do IRPF 2026?
A retificação da declaração do IRPF 2026 deve ser feita sempre que o contribuinte identificar erros, omissões ou informações incorretas após o envio da Declaração de Ajuste Anual.
Isso inclui rendimentos não informados, valores declarados incorretamente, inclusão ou exclusão de dependentes, atualização de bens e direitos ou ajustes em despesas dedutíveis, como saúde e educação.
Quanto antes a correção for realizada, menor o risco de cair na malha fina ou sofrer autuação da Receita Federal.
A retificação pode ser feita pelo próprio programa da declaração ou pelo portal e-cac, desde que a declaração ainda não esteja sob procedimento de fiscalização.
Na dúvida, revise sempre os campos de envio da declaração e simplifique sua rotina contábil
A declaração do IRPF 2026 pode parecer complexa, mas muitos dos erros mais frequentes podem ser evitados com organização, revisão e automação fiscal.
Quando você otimiza o processo fiscal, o seu trabalho começa a ser mais valorizado e visto como fundamental para o seu cliente.
E por que isso? Porque o vilão, muitas vezes, na vida do contador é o retrabalho. Se você tem problemas com isso, sem dúvidas, está ficando mais estressado.
É por isso que, ao automatizar a entrega fiscal, o contador alivia a correria do dia a dia e ainda ganha tempo para ser mais estratégico.
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Veja também: Declaração do Ajuste Anual do Imposto de Renda