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Como funciona a restituição do Imposto de Renda e quem recebe primeiro? 

30 mar 2026 5 min de leitura
Artigo atualizado 15 jun 2026

restituição do Imposto de Renda é um dos momentos mais aguardados pelos contribuintes brasileiros. Afinal, trata-se da devolução de valores pagos a mais ao longo do ano. 

Mesmo assim, ainda surgem muitas dúvidas: quem tem direito à restituição, como ela é calculada e quem recebe primeiro? 

É isso que você vai entender para orientar seu cliente com mais segurança na restituição do Imposto de Renda. 

Vamos entender como fazer? Continue conosco para saber mais.  

A restituição do Imposto de Renda é a devolução de valores pagos a mais no Imposto de Renda ao longo do ano. Ocorre quando o contribuinte teve retenções maiores do que o imposto realmente devido. A Receita Federal calcula a diferença após a declaração e faz o pagamento ao contribuinte. 

O que é a restituição do Imposto de Renda? 

A restituição do Imposto de Renda ocorre quando o contribuinte paga mais imposto do que o devido ao longo do ano-calendário.  

Esse processo segue o modelo de lançamento por homologação, previsto no artigo 150 do Código Tributário Nacional (CTN), no qual a Receita Federal valida posteriormente as informações declaradas. 

Isso pode ocorrer, por exemplo, quando há retenção maior na fonte sobre salário e férias ou quando o contribuinte informa despesas dedutíveis, como educação, saúde e dependentes. 

Ao enviar a declaração anual, a Receita Federal faz o ajuste. Se o valor pago for maior que o devido, a diferença é devolvida.  

➡️ Em resumo: a restituição é a devolução de imposto pago a mais.  

Quem recebe primeiro a restituição do IR 2026? 

Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal: idosos com 80 anos ou mais; depois idosos com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou moléstia grave; em seguida, professores cuja maior fonte de renda seja o magistério. 

Depois, quem usou declaração pré-preenchida e Pix; na sequência, quem usou declaração pré-preenchida ou Pix; por fim, os demais contribuintes.  

Em caso de empate, a Receita prioriza quem entregou antes. O calendário oficial de 2026 prevê pagamentos em 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. 

Como funciona o cálculo da restituição? 

O cálculo ocorre na chamada Declaração de Ajuste Anual. A Receita Federal compara o imposto já pago ao longo do ano com o imposto efetivamente devido.  

Nesse ajuste, a Receita Federal compara o imposto devido com o imposto já pago, incluindo retenções na fonte e carnê-leão. Se houver diferença: 

  •  O contribuinte paga imposto (quando houve recolhimento insuficiente) 
  •  Ou recebe restituição (quando houve pagamento a maior) 

A restituição não é paga de uma só vez para todos os contribuintes. Ela é liberada em lotes mensais. Segundo a Receita Federal: 

  • Os valores são organizados em lotes bancários 
  • O pagamento depende da disponibilidade de recursos do Tesouro Nacional. 

Calendário de restituição 2026 

A Receita Federal já divulgou o cronograma de restituição do IRPF 2026, referente ao ano-calendário 2025. 

Com isso, o pagamento ocorre em quatro lotes: 

  • 1º Lote: 29 de maio de 2026. 
  • 2º Lote: 30 de junho de 2026. 
  • 3º Lote: 31 de julho de 2026. 
  • 4º Lote: 28 de agosto de 2026. 
  • Acesse o calendário oficial divulgado pela Receita Federal. 

O que pode atrasar a restituição? 

Nem todos recebem nos primeiros lotes. Alguns fatores podem atrasar, por isso, sempre vale a pena conferir a lista de prioridades e ficar atento às datas.  

Fatores que podem causar atrasos: 

  • Erros na declaração: informações inconsistentes podem levar à chamada malha fina. 
  • Pendências com a Receita: débitos ou inconsistências fiscais podem bloquear o pagamento. 
  • Entrega tardia: quem declara por último tende a receber depois. 

O que é a malha fina e quais motivos a causam? 

A malha fina é um processo de verificação da Receita Federal. Quando há inconsistências, a declaração fica retida e a restituição não é liberada.  

Portanto, somente após a regularização, o pagamento é feito. Na sequência, entenda os principais motivos que levam à malha fina. 

1. Despesas médicas indevidas  

As despesas médicas estão entre os principais motivos de retenção.  

Segundo a Receita Federal, elas lideram os casos de inconsistência que levam à malha fiscal. Isso ocorre quando:  

  • O valor declarado não corresponde ao informado pela clínica ou hospital.  
  • O gasto não é dedutível.  
  • Não há documentação que comprove a despesa.  

Importante: esse tipo de inconsistência representa cerca de 32,6% das retenções.   

2. Omissão de rendimentos  

Outro erro muito comum é esquecer de declarar alguma fonte de renda. Isso pode ocorrer quando o contribuinte não informa:  

  • Salários recebidos de outro empregador.  
  • Rendimentos de dependentes.  
  • Aluguéis recebidos.  
  • Serviços prestados como autônomo.  

Segundo dados do Fisco, a omissão de rendimentos representa cerca de 30,8% das retenções na malha.   

3. Divergência no imposto retido na fonte  

Outro problema frequente ocorre quando os valores informados pelo contribuinte não correspondem aos dados enviados pelas fontes pagadoras.  

Essa divergência pode ocorrer, por exemplo, quando:  

  • O contribuinte digita valores incorretos.  
  • Utiliza informe de rendimentos desatualizado.  
  • Esquece algum pagamento recebido.  

4. Informações inconsistentes sobre dependentes  

Dependentes também geram muitos erros na declaração. Alguns problemas comuns incluem:  

  • Dependente declarado em mais de uma declaração.  
  • Despesas médicas informadas sem comprovação.  
  • Rendimentos do dependente não declarados.  

A restituição tem correção e como fazer a consulta?  

Sim. Os valores são corrigidos pela taxa Selic. A correção começa a partir da data limite de entrega da declaração.  

Para consultar a restituição, basta acessar os canais da Receita Federal, como a página de consulta ou o Meu Imposto de Renda.  Lá, informe: 

  • CPF.  
  • Data de nascimento. 
  • Ano da declaração.  

Como a restituição é paga e quem tem direito? 

O pagamento pode ser feito por conta bancária, conta digital ou Pix (com CPF como chave). Caso haja erro nos dados bancários, o valor não é depositado e deve ser reagendado. Tem direito quem: 

  • Pagou mais imposto do que deveria. 
  • Possui deduções legais.  
  • Teve retenções maiores na fonte.  

Nem todo contribuinte recebe restituição e alguns precisam pagar imposto. 

Restituição e planejamento financeiro 

Receber a restituição pode ajudar no planejamento financeiro. Mas é importante lembrar: não é “ganho”, e sim devolução de valor pago a mais. 

A restituição do Imposto de Renda é um processo simples, mas que exige atenção. Os principais pontos são: 

  • Ela ocorre quando há pagamento a maior.  
  • É paga em lotes mensais. 
  • Segue uma ordem de prioridade legal. 

Fato: quem se organiza, declara corretamente e envia cedo tem mais chances de receber primeiro. 

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A entrega da declaração do IRPF 2026 começou em 23 de março e vai até 29 de maio. Ela exige atenção redobrada dos escritórios contábeis. 

Por isso, acompanhe as atualizações sobre o tema: regras aplicáveis, calendário oficial, obrigações acessórias e impactos operacionais à rotina do contador. 

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Perguntas e dúvidas frequentes 

1. Quem recebe primeiro a restituição do Imposto de Renda em 2026? 
Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, seguindo a ordem informada pela Receita Federal: idosos com 80 anos ou mais; idosos com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; quem usou declaração pré-preenchida e Pix; quem usou declaração pré-preenchida ou Pix; e, por fim, os demais. Em caso de empate, recebe primeiro quem entregou antes.  

2. Quais são as datas da restituição do IRPF 2026? 
O cronograma oficial da Receita prevê quatro lotes em 2026: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto.  

3. Entregar a declaração mais cedo ajuda a receber antes? 
Sim. A data de entrega influencia a posição dentro do grupo de prioridade, desde que a declaração tenha sido processada e não tenha pendências.  

4. O que pode atrasar a restituição do Imposto de Renda? 
Erros, inconsistências e retenção em malha fiscal podem atrasar a restituição. A Receita cruza os dados declarados com informações enviadas por empresas, bancos, planos de saúde e outras fontes.  

5. Quais erros mais levam a declaração para a malha fina? 
Entre os problemas mais comuns estão divergências em despesas médicas, omissão de rendimentos e diferenças entre os valores declarados e os informados pelas fontes pagadoras. A Receita também orienta atenção especial à documentação comprobatória.  

6. Até quando vai o prazo de entrega do IRPF 2026? 
O prazo de entrega vai de 23 de março a 29 de maio de 2026. 

Veja também: 

IR 2026: declaração pré-preenchida ajuda e pode dar prioridade na restituição 

IRPF 2026: como evitar cair na malha fina da Receita Federal?  

Consultar restituição de imposto de renda (DIRPF) 

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