A tabela do Anexo I do Simples Nacional continua a mesma em 2026, com seis faixas e alíquotas de 4% a 19%. O que muda é o cenário em torno do regime: novas regras para obrigações, NFS-e Nacional e a preparação para a entrada do IBS e da CBS em 2027. Veja o que o contador precisa revisar no Anexo I e na rotina dos clientes ao longo de 2026.
A tabela do Anexo I Simples Nacional continua a mesma em 2026. O que mudou foi o ambiente em volta dela.
A Reforma Tributária do consumo já começou a alterar regras, prazos e processos do Simples Nacional, mas é importante separar as coisas: IBS e CBS só passam a produzir efeitos para os optantes do Simples a partir de 1º de janeiro de 2027.
Em 2026, portanto, o foco está em preparar a operação, revisar a classificação das receitas e acompanhar as novas regras que já afetam a rotina do escritório.
A Reforma foi estruturada pela EC nº 132/2023 e regulamentada, em grande parte, pela LC nº 214/2025, que instituiu o IBS e a CBS. No caso do Simples Nacional, o Comitê Gestor vem atualizando a regulamentação para adaptar o regime à nova tributação do consumo.
Isso traz uma pergunta importante para quem cuida da apuração:
- Se a tabela do Anexo I não mudou, onde o contador precisa prestar atenção em 2026?
A resposta passa por três pontos: classificação correta das receitas, cumprimento das obrigações e preparação para as mudanças que entram em vigor em 2027.
O que você vai ler neste artigo:
- Anexo I Simples Nacional em 2026: comércio e classificação das receitas
- Tabela do Anexo I Simples Nacional: faixas e alíquota efetiva
- O que a Reforma Tributária muda no Anexo I em 2026?
- 2026 já trouxe mudanças para a rotina do Simples
- NFS-e Nacional entra no radar do Simples em novembro
- Anexo I em 2026: o que o contador precisa revisar
- Como automatizar a rotina do Anexo I
- O Anexo I não mudou. A rotina do contador, sim.
- Perguntas frequentes
Anexo I Simples Nacional em 2026: comércio e classificação das receitas
O Anexo I do Simples Nacional continua sendo o anexo aplicável às receitas de comércio, conforme as regras da Lei Complementar nº 123/2006.
Na prática, porém, muitos clientes não trabalham com uma única atividade. É comum encontrar empresas que comercializam produtos e também prestam serviços, recebem receitas de naturezas diferentes ou possuem atividades secundárias relevantes.
Por isso, o primeiro cuidado continua sendo identificar qual atividade gerou cada receita e fazer a segregação correta no PGDAS-D.
Antes de fechar a apuração, vale conferir:
- O CNAE está alinhado com a atividade efetivamente exercida?
- Existem atividades secundárias que geram receitas sujeitas a outro anexo?
- As receitas estão corretamente segregadas no PGDAS-D?
- O cliente vende mercadorias e também presta serviços, como instalação, manutenção ou montagem?
- Existem operações sujeitas a ICMS-ST, antecipação ou DIFAL que precisam ser tratadas fora do DAS?
O ponto não é apenas escolher o anexo. É garantir que cada receita esteja sendo tributada de acordo com sua natureza.
Para escritórios que atendem empresas com atividades diferentes, esse controle ganha ainda mais importância porque uma mesma competência pode exigir o tratamento de receitas em anexos distintos.
Aqui na Jettax, o Módulo de Simples Nacional conta com funcionalidade para identificação do anexo e suporta apurações com anexos diferentes na mesma competência. Conheça o Módulo de Simples Nacional da Jettax.
Tabela do Anexo I Simples Nacional: faixas e alíquota efetiva
Em 2026, a tabela do Anexo I do Simples Nacional permanece com seis faixas de receita bruta acumulada nos últimos 12 meses (RBT12). As alíquotas nominais vão de 4% a 19%.
| Faixa | RBT12 | Alíquota nominal | Parcela a deduzir |
|---|---|---|---|
| 1ª | Até R$ 180.000,00 | 4,00% | R$ 0,00 |
| 2ª | De R$ 180.000,01 a R$ 360.000,00 | 7,30% | R$ 5.940,00 |
| 3ª | De R$ 360.000,01 a R$ 720.000,00 | 9,50% | R$ 13.860,00 |
| 4ª | De R$ 720.000,01 a R$ 1.800.000,00 | 10,70% | R$ 22.500,00 |
| 5ª | De R$ 1.800.000,01 a R$ 3.600.000,00 | 14,30% | R$ 87.300,00 |
| 6ª | De R$ 3.600.000,01 a R$ 4.800.000,00 | 19,00% | R$ 378.000,00 |
A alíquota efetiva continua sendo calculada pela fórmula:
Alíquota efetiva = [(RBT12 × alíquota nominal) – parcela a deduzir] ÷ RBT12
Por isso, olhar apenas para a alíquota nominal da faixa não é suficiente. O cálculo considera a receita bruta acumulada e a parcela a deduzir correspondente.
Para o contador, o ganho operacional está em automatizar a identificação da faixa, o cálculo e a geração do DAS, principalmente quando o escritório administra muitos clientes.
O que a Reforma Tributária muda no Anexo I em 2026?
Aqui está um dos principais pontos de atenção do artigo: IBS e CBS não passam a ser cobrados dentro do Anexo I em 2026.
Para os optantes pelo Simples Nacional, as regras relativas ao IBS e à CBS passam a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.
Isso não significa que o contador possa deixar o tema para depois.
Em 2026, o escritório já precisa acompanhar as regras de transição, revisar os processos e, principalmente, entender uma decisão que começou a ser tomada em setembro:
- A possibilidade de optar pelo recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, fora do Simples Nacional.
Para o primeiro semestre de 2027, essa opção pode ser feita até 30 de outubro de 2026. A empresa continua no Simples Nacional, mas passa a apurar IBS e CBS pelas regras do regime regular.
Ou seja: a Reforma ainda não alterou a tabela do Anexo I em 2026, mas já colocou uma nova decisão tributária no radar do escritório.
2026 já trouxe mudanças para a rotina do Simples
A Reforma não é a única mudança que merece atenção.
Desde 1º de janeiro de 2026, as regras de penalidade por atraso no PGDAS-D ficaram mais rígidas. A multa passou a ser calculada a partir do dia seguinte ao prazo de entrega da declaração, com multa mínima de R$ 50 por mês de referência.
Na prática, o PGDAS-D precisa ser tratado como uma rotina com controle de prazo, conferência e rastreabilidade.
A DEFIS também passou a ter regras específicas de multa. O prazo continua sendo 31 de março do ano-calendário seguinte e, em caso de atraso, a multa mínima é de R$ 200.
Para o escritório, isso reforça uma necessidade simples: quanto maior o volume de clientes, menos espaço existe para depender de controles manuais.
NFS-e Nacional entra no radar do Simples em novembro
Outra mudança importante para 2026 está na emissão de notas.
A partir de 1º de novembro de 2026, ME e EPP optantes pelo Simples Nacional que prestam serviços sujeitos à NFS-e deverão emitir o documento pelo Emissor Nacional da NFS-e, conforme a Resolução CGSN nº 191/2026.
A regra havia sido prevista inicialmente para setembro, mas o prazo foi prorrogado para novembro.
É mais uma mudança que impacta a operação do escritório e exige atenção aos clientes que prestam serviços, especialmente na orientação sobre emissão e integração dos documentos fiscais.
Anexo I em 2026: o que o contador precisa revisar
Se a tabela não mudou, o trabalho está em garantir que a informação que alimenta a apuração esteja correta.
Para o Anexo I, vale revisar principalmente:
- Enquadramento: a atividade efetivamente exercida corresponde ao anexo utilizado?
- Receitas: cada receita está classificada de acordo com sua natureza?
- Atividades mistas: existem receitas que precisam ser apuradas em outro anexo?
- PGDAS-D: as informações estão sendo transmitidas corretamente e dentro do prazo?
- Obrigações acessórias: o escritório está acompanhando as novas regras de penalidade?
- Documentos fiscais: os clientes estão preparados para as mudanças na emissão da NFS-e?
- Reforma Tributária: o cliente precisa avaliar a opção pelo regime regular de IBS e CBS para 2027?
E existe ainda uma mudança importante já regulamentada para o próximo ano:
- O regime de caixa deixa de ser utilizado para determinar a base mensal do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027. A receita passará a ser reconhecida segundo as novas regras de faturamento da operação.
Isso significa que 2026 também é o momento de identificar clientes que utilizam o regime de caixa e avaliar o impacto da mudança nos processos do escritório.
Como automatizar a rotina do Anexo I
Quanto maior a carteira do escritório, mais difícil fica acompanhar manualmente enquadramento, receitas, prazos, geração de DAS e comprovantes.
No Módulo de Simples Nacional da Jettax, o escritório pode automatizar etapas da rotina, como identificação do anexo, apuração de anexos distintos na mesma competência, geração e transmissão do DAS em lote e organização de comprovantes e extratos.
O objetivo é reduzir o trabalho operacional e deixar o contador com mais tempo para revisar o que realmente exige análise.
O Anexo I não mudou. A rotina do contador, sim.
A tabela do Anexo I Simples Nacional permanece a mesma em 2026. O que mudou foi o contexto em que essa tabela precisa ser aplicada.
Novas regras de penalidade já estão valendo, a NFS-e Nacional entra no radar em novembro e a Reforma Tributária antecipa decisões que terão efeito em 2027, especialmente sobre IBS e CBS.
Por isso, o foco do contador não deve estar apenas na alíquota. A qualidade da classificação das receitas, o controle das obrigações e a preparação para as novas regras fazem parte da apuração.
E quanto mais dessas etapas puderem ser automatizadas, menor o espaço para retrabalho e erro operacional.
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Perguntas frequentes
O Anexo I do Simples Nacional mudou em 2026?
Não. A tabela do Anexo I permanece com seis faixas de receita bruta, alíquotas nominais de 4% a 19% e limite de R$ 4,8 milhões. O que mudou em 2026 foram regras e processos que impactam a rotina do Simples Nacional.
IBS e CBS serão cobrados no Anexo I em 2026?
Não. Para empresas optantes pelo Simples Nacional, as regras de IBS e CBS passam a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Em 2026, o principal ponto é acompanhar a transição e avaliar as decisões que terão impacto na apuração do próximo ano.
Como calcular a alíquota do Anexo I do Simples Nacional?
A alíquota efetiva é calculada pela fórmula: [(RBT12 × alíquota nominal) – parcela a deduzir] ÷ RBT12. O resultado é aplicado sobre a receita do mês para chegar ao valor do DAS.
Uma empresa pode ter receitas em anexos diferentes no Simples Nacional?
Sim. Empresas que exercem atividades sujeitas a diferentes anexos precisam segregar corretamente as receitas no PGDAS-D. Por isso, é importante analisar a natureza de cada receita e não apenas o CNAE da empresa.
O que muda no Simples Nacional em 2026?
Entre os principais pontos estão as novas regras de penalidade do PGDAS-D e da DEFIS, a obrigatoriedade da NFS-e Nacional para determinados ME e EPP a partir de novembro e a preparação para as mudanças relacionadas ao IBS e à CBS em 2027.
O regime de caixa do Simples Nacional muda em 2027?
Sim. A partir de 1º de janeiro de 2027, o regime de caixa deixa de ser utilizado para determinar a base mensal do Simples Nacional. Por isso, empresas que utilizam esse regime precisam avaliar a mudança ainda em 2026.
