DIRF e novas obrigações: o que mudou e como se preparar 

05 fev 2026 3 min de leitura
Artigo atualizado 05 fev 2026

Como você já sabe, contador, a DIRF (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), tradicional foi extinta e substituída pelo eSocial e EFD-Reinf. 

O movimento de mudança não é à toa, sendo necessário para simplificar a entrega das demandas fiscais e para evitar erros no preenchimento nos campos. 

Vamos explicar de forma didática o que muda, quais são as novas ferramentas e como garantir que o seu escritório esteja em conformidade com o Fisco. 

Fique conosco e aproveite para descobrir os impactos dessa mudança para a perfeita entrega do seu trabalho durante o ano. Boa leitura! 

O que é a DIRF e por que ela está acabando? 

Mesmo que você já saiba o que é a DIRF, vamos recapitular o que é e os motivos que a levaram à extinção total em 2026.  

Ela era o documento utilizado para informar à Receita Federal os valores de Imposto de Renda e outras contribuições retidas nos pagamentos feitos pelas empresas. 

O problema é que era uma declaração anual, entregue em fevereiro, o que gerava acúmulo de trabalho e facilitava erros de digitação e inconsistências de dados. 

O Governo Federal decidiu extingui-la para centralizar essas informações em sistemas que já funcionam em tempo real.  

O objetivo daqui para frente é a simplificação: 

  • Em vez das empresas preencherem um programa separado uma vez por ano, agora elas a enviam os dados junto com a folha de pagamento. 
  • Além, claro, do envio normal de outras notas fiscais e documentos. 

As novas protagonistas: eSocial e EFD-Reinf 

Com o fim da DIRF, as informações que antes iam para ela foram divididas entre dois sistemas principais do SPED: 

  1. eSocial: responsável por tudo que envolve o trabalho – salários, férias, rescisões e o imposto de renda sobre a folha de pagamento. 
  1. EFD-Reinf: foca nos pagamentos para PJ e pagamentos a pessoas físicas que não têm vínculo empregatício, além de retenções de PIS, Cofins e CSLL. 

Cronograma: quando acontece a mudança definitiva? 

A transição foi planejada em etapas. A regra agora é: 

  • Fatos geradores de 2024: a última DIRF “clássica” (anual) foi entregue em fevereiro de 2025. 
  • Fatos geradores a partir de 1º de janeiro de 2025: a DIRF está dispensada. As informações devem ser enviadas mensalmente via eSocial e EFD-Reinf.  

Multas e penalidades no novo modelo 

Embora a DIRF como declaração anual tenha sido extinta, as penalidades não desapareceram: 

  • Multas podem ser aplicadas por atraso, omissão ou erro nos eventos do eSocial. 
  • Penalidades também ocorrem por informações inconsistentes na EFD-Reinf. 
  • Esses erros podem refletir diretamente em cadastros da Receita, no informe de rendimentos e em cruzamentos eletrônicos.  

Informe de Rendimentos continua obrigatório 

Mesmo com o fim da DIRF, a entrega do Informe de Rendimentos continua valendo. As empresas devem emitir e entregar esse documento nos prazos legais.  

Isso é importante porque os contribuintes utilizam esse documento para declarar o IRPF.  

O que esperar das mudanças 

Embora, contador, a extinção da DIRF gere trabalho de adaptação, há vantagens para a sua rotina. Por exemplo: 

  • Menos redundância de entrega de informações. 
  • Processos fiscais mais integrados. 
  • Melhor qualidade dos dados declarados. 
  • Facilitação dos cruzamentos automáticos da Receita Federal. 
  • Redução de gargalos no fechamento anual de obrigações acessórias. 

5 passos simples para você se preparar  

De forma bem objetiva, contador, para evitar multas e problemas com o leão do imposto, busque seguir essas dicas: 

  • 1. Revisão de cadastros: certifique-se de que os CPFs e CNPJs de todos os beneficiários (funcionários e fornecedores) estão corretos.  
  • 2. Atenção aos prazos mensais: diferente da DIRF anual, o eSocial e a EFD-Reinf exigem entregas mensais (geralmente até o dia 15 do mês seguinte).  
  • 3. Atualize seu software de gestão: verifique com seu fornecedor de sistema se as tabelas de retenção e os layouts estão atualizados. 
  • 4. Equipe treinada: o DP e a contabilidade precisam falar a mesma língua, pois os dados de um sistema alimentam o outro. 
  • 5. Automatize processos: além de eliminar os erros, você ganha tempo para ser mais consultivo e estratégico.  

Com planejamento e as ferramentas certas, o seu escritório ganha agilidade e segurança, simplificando processos, menos erros e gargalos no fechamento. 

Por isso, profissional contábil, adaptar-se é essencial para evitar penalidades, garantir a qualidade dos dados e manter a conformidade tributária.